EXAMES DA MAMA

Toque-se! O câncer de mama pode ser combatido.

O autoexame é uma técnica efetiva de avaliação das próprias mamas pela mulher que auxilia no diagnóstico precoce do câncer de mama. O exame dura em torno de 15 minutos e deve ser realizado mensalmente por todas as mulheres acima dos 20 anos.

O autoexame funciona porque ele ajuda a mulher a perceber as alterações que ocorrem nas mamas mês a mês. Como tipicamente as mamas ficam inchadas e doloridas no período que antecede a menstruação, o autoexame não deve ser realizado nesta fase, devendo-se contar 10 a 14 dias da menstruação para que ele seja feito. Caso a mulher não menstrue mais, o autoexame deve ser realizado em uma data fixa, por exemplo, na primeira semana de cada mês.

Quando a mulher estiver fazendo o autoexame, ela deve se lembrar como era a sua mama no mês anterior. Portanto, recomenda-se que antes de a mulher iniciar a rotina mensal de avaliação, que faça uma consulta com o mastologista e que ele explique o que é o normal para a sua mama, sendo a partir daí um parâmetro de avaliação das alterações que possam vir a surgir nos meses subsequentes.

Inicialmente, a mulher deve se posicionar a frente do espelho, olhando a mama frontalmente e depois girando levemente para cada lado. Neste momento a mulher faz a inspeção visual e tenta encontrar alterações como vermelhidão localizada, alterações no mamilo (como saída de secreção espontânea e descamação da aréola), retrações e irregularidades da pele, abaulamentos.

Em seguida, em pé, a mulher deve realizar a palpação de toda a glândula mamária bilateralmente tanto em movimentos retilíneos de fora para dentro (em direção ao mamilo), quanto em movimentos circulares ao redor de toda a mama. Esta técnica deve ser repetida com a mulher deitada e com o braço do lado examinado posicionado detrás da cabeça.

As alterações encontradas na palpação como espessamentos, nodulações, áreas dolorosas etc. devem ser discutidas com o médico mastologista. Em alguns casos a complementação com exames de imagem se faz necessária.

A mamografia é o principal exame para detecção precoce do câncer de mama.

Apesar de ser amplamente divulgado e difundido, é um exame que ainda causa receio e ansiedade a algumas mulheres.

Este exame de imagem é uma radiografia da mama. A aquisição da imagem é feita através da compressão da mama sobre um anteparo de metal por onde passam os raios-X em dose muito baixa que geram o desenho da glândula mamária.

Para que haja a diminuição da sobreposição de imagens, a mama precisa ser comprimida durante a realização deste exame. Isto talvez seja o principal medo das mulheres em realizar a mamografia.

É importante ressaltar que a compressão é fundamental para que a imagem gerada seja suficientemente capaz de detectar quaisquer lesões por menores que sejam. Esta compressão causa um desconforto sim, porém costuma a ser suportável e breve.

Existem no mercado mamografias convencionais e as mamografias digitais.

Mamografia convencional, utiliza com um filme que após a exposição da mama ao raio-X deve ser processado. A imagem da mama é armazenada no próprio filme e caso haja algum problema técnico com o filme, este terá que ser refeito.

A mamografia digital utiliza um detector que transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite para um computador. A mamografia digital oferece vantagens em relação à convencional. A imagem mamográfica pode ser armazenada e recuperada eletronicamente. Permite ao radiologista ajustar as imagens, no próprio monitor da estação de trabalho, realçando ou ampliando alguma área, para melhor analisá-la.

Existem, ainda, softwares que auxiliam na detecção de lesões. Com todas essas ferramentas, a mamografia digital pode requerer menor repetição de imagens em relação à convencional, reduzindo assim a exposição à radiação.

Os exames feitos com o mamógrafo digital direto tornam o procedimento mais rápido e simples, para a comodidade da paciente, já que na própria sala de exames o processo pode definir se as imagens estão ou não em um padrão correto para a devida análise. No processo indireto do exame, o tempo segue mais curto em comparação com a mamografia convencional, mas a técnica é mais demorada se compararmos com o sistema direto.

Na mamografia convencional, principalmente nas mulheres com mamas muito firmes ou grandes, em alguns casos não é possível identificar um nódulo do tipo maligno, e por isso as mulheres que se enquadram nesse perfil devem optar pelo exame da mamografia digital, já que neste equipamento fica mais fácil analisar o câncer de mama precocemente, e assim iniciar o mais rápido o tratamento para a cura da doença.

Atualmente temos a Tomossíntese, que é uma aplicação avançada da Mamografia Digital permitindo uma avaliação tridimensional da mama.

Na mamografia tradicional, todas as estruturas, tais como pele, vasos sanguíneos, gordura, glândulas, etc, se somam à imagem. Em geral, nas mulheres com mamas densas pode ocorrer sobre-posição de imagens destas estruturas, o que gera dúvidas no diagnóstico.

Já na Tomossíntese, as imagens da mama são fatiadas sem sobreposição e analisadas em uma estação de trabalho dedicada com monitores de alta resolução, possibilitando visualizar tumores pequenos que antes ficavam escondidos por essas estruturas.

A Mamografia Digital Tomográfica, também chamada de Mamografia 3D ou Tomossíntese, pode aumentar em até 30% a detecção do câncer de mama quando comparada à mamografia bidimensional reduzindo as convocações para repetir o exame.

Permite visualizar o tumor numa fase muito precoce principalmente em mamas densas e heterogêneas, susceptíveis a tumores ocultos ao exame de mamografia convencional.

Mulheres com mamas densas apresentam maior risco de desenvolver câncer de mama comparadas às de baixa densidade mamária.

Todas as mulheres com indicação para mamografia podem fazer a Tomossíntese. As mais jovens, cujas mamas apresentam maior densidade e, por isso, podem ter a detecção de lesões dificultada, são especialmente beneficiadas. Assim como mulheres com sintomas clínicos, achados palpatórios ou dúvidas encontradas no exame convencional.

Ela é realizada com a mama comprimida, como na mamografia, com curta duração do exame. Nas pacientes de alto risco, contudo, a Tomossíntese não substitui a ressonância magnética quando houver indicação desta.

Em mulheres entre 40 e 50 anos, as mamografias digitais costumam a ser são mais eficazes que as convencionais.

Para o rastreamento do câncer de mama, é recomendado que mulheres a partir de 40 anos realizem a mamografia anualmente e que consultem regularmente o mastologista pelo menos uma vez ao ano, mesmo que não sintam absolutamente nada nas mamas. Sabe-se que esta iniciativa simples é capaz de reduzir a mortalidade pelo câncer e oferecer tratamentos menos agressivos quando a doença é diagnosticada em estágios iniciais.

Procure locais confiáveis com aparelhos modernos e radiologistas experientes para realizar seu exame de mamografia.

Fonte: Clínica da Mama
Fonte: Salomão Zoppi Diagnósticos

A ultrassonografia ou ecografia das mamas é um exame comumente realizado pelas mulheres durante suas avaliações de rotina.
A imagem é produzida através de ecos sonoros, inaudíveis a nós seres humanos, produzidos por um transdutor de cristal especial que gera imagem em tons de cinza na tela do computador, logo é um exame que não produz radiação.

A ultrassonografia é uma importante aliada na complementação do exame mamográfico e no esclarecimento de algum achado palpatório do exame físico. Ela nunca deve substituir a mamografia no rastreamento do câncer.

Algumas mulheres, por medo da mamografia, sugerem que a rotina das mamas seja feita exclusivamente através da ultrassonografia seriada. Isto é um erro grave! Sabe-se que a utilização exclusiva do ultrassom como rastreio causa uma falha no diagnóstico de mais de 30% dos tumores vistos unicamente pela mamografia.

Portanto, este exame figura como uma técnica complementar adicional para auxiliar o mastologista na tomada de decisões. Em mulheres acima dos 40 anos, ele deve ser realizado somente após a mamografia.

A ultrassonografia está sujeita a algumas falhas porque depende da qualidade do aparelho em que o exame é realizado e da experiência do avaliador.

Contudo, é uma técnica de imagem muito valiosa na realização de procedimentos intervencionistas, como biópsias, agulhamentos e punções com agulha fina.

A ultrassonografia ou ecografia das mamas é um exame comumente realizado pelas mulheres durante suas avaliações de rotina.
A imagem é produzida através de ecos sonoros, inaudíveis a nós seres humanos, produzidos por um transdutor de cristal especial que gera imagem em tons de cinza na tela do computador, logo é um exame que não produz radiação.

A ultrassonografia é uma importante aliada na complementação do exame mamográfico e no esclarecimento de algum achado palpatório do exame físico. Ela nunca deve substituir a mamografia no rastreamento do câncer.

Algumas mulheres, por medo da mamografia, sugerem que a rotina das mamas seja feita exclusivamente através da ultrassonografia seriada. Isto é um erro grave! Sabe-se que a utilização exclusiva do ultrassom como rastreio causa uma falha no diagnóstico de mais de 30% dos tumores vistos unicamente pela mamografia.

Portanto, este exame figura como uma técnica complementar adicional para auxiliar o mastologista na tomada de decisões. Em mulheres acima dos 40 anos, ele deve ser realizado somente após a mamografia.

A ultrassonografia está sujeita a algumas falhas porque depende da qualidade do aparelho em que o exame é realizado e da experiência do avaliador.

Contudo, é uma técnica de imagem muito valiosa na realização de procedimentos intervencionistas, como biópsias, agulhamentos e punções com agulha fina.

Se os exames de imagem ou alterações no exame físico demostram alguma mudança suspeita nas mamas, o próximo passo pode ser uma biópsia. Neste passo, uma amostra de tecido é retirada e examinada ao microscópio por um profissional médico chamado patologista. Ele poderá determinar se existe ou não a presença de células cancerosas na área avaliada.

Se a área suspeita não pode ser palpada, utilizam-se técnicas de imagem para guiar a biópsia. Ultrassonografia, mamografia ou ressonância nuclear magnética são utilizadas, dependendo da anormalidade encontrada.

As biópsias realizadas através da ultrossonografia são mais simples, rápidas e permitem a visualização direta da porção biopsiada.

A biópsia estereotáxica (guiada por mamografia ou RNM) é um procedimento que utiliza técnicas de imagem computadorizadas para guiar a agulha para dentro da lesão e assim recolher os tecidos suspeitos.

Para muitas mulheres, as biópsias guiadas poupam-nas de uma biópsia cirúrgica e permitem um diagnóstico mais rápido sem comprometer o futuro tratamento da mama, seja ele cirúrgico ou não.

Existem diferentes métodos de biópsia:

1) Punção Aspirativa por agulha fina (PAAF)

Neste procedimento, o médico introduz uma agulha muito fina na área suspeita da mama. Fluidos e células são aspirados da lesão e examinados ao microscópio. Este tipo de biópsia é relativamente rápida e geralmente indicada no tratamento de cistos mamários simples.

2) Biópsia por agulha grossa (Core Biopsy)

Uma biópsia por agulha grossa – biópsia core – pode ser realizada quando se busca um fragmento de tecido, ou se o material removido durante a aspiração por agulha fina não conduzir a um diagnóstico definitivo. Este tipo de biópsia requer um anestésico local e utiliza uma agulha maior, oca, para remover alguns cilindros finos de tecido, os quais serão então analisados. A maioria dos nódulos sólidos é submetida a este tipo de intervenção.

3) Mamotomia

Esta biópsia é semelhante a core, porém é capaz de remover maiores quantidades de fragmentos e utiliza um dispositivo a vácuo que diminui o risco de hematoma no local da punção.

4) Biópsia Cirúrgica

A biópsia cirúrgica pode ser feita se outros procedimentos de biópsia não fornecem um diagnóstico definitivo. Também é realizada se a área suspeita é profunda demais ou muito superficial para a agulha biopsiadora. Em alguns casos, ela é mandatória.

Uma biópsia cirúrgica ocorre em uma sala de cirurgia, mas geralmente não requer pernoite no hospital. Durante o procedimento, a paciente passa por uma sedação usando um anestésico intravenoso. O cirurgião faz uma pequena incisão e remove toda a massa de tecido mamário suspeito ou uma amostra representativa, dependendo do seu tamanho e localização.

Quando uma mulher é diagnosticada com câncer de mama, o próximo passo é realizar o estadiamento.
Estadiar significa mensurar o estágio em que a doença se encontra. Isto é fundamental para decisão das terapias a serem adotadas, proporcionando um tratamento correto e seguro.

Como o tumor maligno é capaz de enviar células cancerosas para outras partes do corpo (as chamadas metástases), é crucial a investigação dos principais sítios que comumente o câncer de mama pode acometer. São eles: pulmão, fígado, ossos e cérebro.

Exames para avaliação dos pulmões e estruturas abdominais são a radiografia simples de tórax e a ultrassonografia abdominal. Em alguns casos, a tomografia computadorizada dá lugar a estes dois exames.

Os ossos são avaliados através da cintilografia óssea. Este exame utiliza técnica de medicina nuclear, captando a atividade de um átomo radioativo injetado por via endovenosa nas áreas suspeitas do esqueleto por meio de uma câmara de aquisição de imagem.

O cérebro é investigado através da tomografia computadorizada ou da ressonância nuclear magnética e o seu estudo está indicado apenas em mulheres com sintomas neurológicos ou em alguns tipos especiais de tumor.

O exame do PET-CT é um método que alia atributos da medicina nuclear com a radiologia convencional. É a associação de uma tomografia computadorizada a um contraste radioativo capaz de medir a atividade metabólica de porções diversas do corpo humano, identificando áreas suspeitas de metástase. Sua indicação para o câncer de mama está restrita a algumas situações especiais e não deve ser utilizado de maneira indiscriminado.